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sábado, 29 de novembro de 2025

Cachorro Caramelo: Sustentabilidade para seu “Amicão” de Rua


 

Ao pensarmos em sustentabilidade, lembramos imediatamente de algo capaz de se manter ao longo do tempo. Da mesma forma que o equilíbrio entre receitas e despesas garante a saúde financeira de uma família e possibilita planos de longo prazo, o cuidado com os animais nas cidades também exige planejamento contínuo.

Para isso, é fundamental que existam políticas públicas sustentáveis voltadas às populações de cães e gatos, evitando práticas cruéis, como o sacrifício de animais para corrigir falhas de gestões anteriores. Quando adotamos ações humanitárias para cães e gatos em situação de rua, avançamos como sociedade.

Neste post, apresentamos exemplos de como enfrentar o desafio de cuidar dos animais de forma sustentável, com apoio da comunidade e base em iniciativas bem-sucedidas. Um destaque é Curitiba (PR), vencedora do Prêmio “Cidade Amiga dos Animais” em 2020, entre mais de 150 projetos de mais de 50 municípios brasileiros e latino-americanos. O prêmio foi concedido pela Proteção Animal Mundial (World Animal Protection), organização global sem fins lucrativos com sede em Londres.

 

1. Curitiba, práticas sustentáveis

A cidade de Curitiba – Paraná – Brasil, possui estruturas e políticas efetivas e sustentáveis que podem inspirar a outras cidades para trilhar pelo mesmo caminho vitorioso. A cidade acabou com o uso de câmera de gás para extermínio de cães e gatos de rua e passou a adotar um manejo humanitário de cães e gatos a partir de 2005.

A cidade de Curitiba se baseia em quatro eixos para o manejo populacional de cães e gatos:

- Educação em guarda responsável;

- Esterilização;

- Combate ao abandono;

- Incentivo à adoção.

Formou-se uma Rede de Proteção Animal com a participação de instituições de ensino superior - que promovem incremento técnico especializado ao serviço prestado à comunidade - integrado com a iniciativa privada e com o terceiro setor.

 

2. “CãoDomínio”

Diversas cidades têm a prática do cão comunitário adotados pelos bairros. Quando em uma mesma área existem dois ou mais cachorros comunitários, esse espaço comum para os cães é denominado de “Cãodomínio”.

Os voluntários se cadastram na prefeitura para cuidar dos animais comunitários e da sua alimentação. Os cães comunitários são identificados por coleiras e dependendo da prefeitura por microchips também. Na figura 1, temos um exemplo de um “Cãodomínio” (COPILOT, 2025).


Figura 1 – “Cãodomínio”


3. Campanhas de esclarecimento

É importante que as pessoas conheçam a lei de proteção animal em todos os níveis — municipal, estadual e federal. Os animais não podem ser maltratados nem abandonados. Ao conhecer a lei, torna-se mais fácil agir na defesa dos animais de rua e contribuir para a proteção e o respeito que eles merecem.

Destacamos algumas leis da cidade de Macaé, do estado do Rio de Janeiro e do Brasil.

No caso de Macaé, existe um “PLANO MUNICIPAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA PROTEÇÃO E DEFESA DO ANIMAL” onde constam as leis do município tendo como fonte primária a Constituição federal de 1988. Destaque para:

- Lei Ordinária nº 4768/2021 – Implanta a Unidade de Saúde Pública Animal Municipal;

- Lei Ordinária nº 4804/2021 – Regula cães comunitários e normas para seu abrigamento;

- Lei Ordinária nº 4854/2022 – Cria o cadastro municipal de protetores e cuidadores de animais;

- Lei Complementar nº 322/2023 – Cria a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Animal.

 

No Estado do Rio de Janeiro, destacamos o Novo Código Estadual de Direito dos Animais – Alerj, aprovado em 19 de novembro de 2025, que depende da sanção do governador do estado para virar lei e entrar em vigor a partir da sua publicação oficial.

No âmbito federal destacamos:

- Constituição Federal (1988) – Art. 225: garante proteção à fauna e proíbe práticas cruéis;

- Lei nº 14.064/2020 – Aumenta penas para maus-tratos quando praticados contra cães e gatos;

- Decreto nº 12.439/2025 – Institui o Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos, com ações de castração, microchipagem e combate ao abandono.

Na figura 2 é apresentada a simulação de uma campanha de esclarecimento dos direitos dos animais, gerada com auxílio de inteligência artificial (CHATGPT, 2025).


Figura 2 – Campanha de esclarecimento sobre os direitos dos animais


4. Feiras de Adoção

Uma forma de contribuição efetiva da população na redução dos problemas de cães e gatos abandonados, é a participação em eventos de feiras de adoção, onde os pequenos animais adotados podem ter uma chance de ter uma nova família e serem bem cuidados, e alegrar a casa de seus novos “donos “ou tutores. A figura 3, exemplifica uma dessas feiras.


Figura 3 – Feira de adoção de cães e gatos


Conclusão

Buscar compreender as leis e observar o que acontece no seu próprio bairro, em relação aos cães e gatos abandonados, é um primeiro passo essencial para deixar de ser apenas espectador diante de uma situação de risco crescente. A presença de animais vivendo nas ruas, sem cuidados e sem controle populacional, não é apenas uma questão de compaixão — ela pode gerar sérios problemas de saúde pública e impacto ambiental.

Pequenas atitudes podem transformar realidades. Ao identificar maus-tratos, abandono ou focos de reprodução descontrolada, comunique às autoridades responsáveis. Sua iniciativa pode ser justamente o que faltava para proteger esses animais e melhorar a qualidade de vida da comunidade.

Quando cada pessoa faz a sua parte, criamos um ambiente mais seguro, solidário e sustentável — para os animais e para todos nós.


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