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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Reciclar é bom. Mas o que pode estar indo junto para o novo produto?



1. Cuidados com a Reciclagem

Vamos pensar nos 3R - formulação clássica de uma sequência lógica, simples e fácil de lembrar, quando se fala em estratégia de prevenção de resíduos:

- Reduzir: consumir menos recursos e gerar menos resíduos.

- Reutilizar: prolongar a vida útil de produtos e materiais.

- Reciclar: recuperar materiais que não podem mais ser utilizados diretamente.

O ponto importante é a hierarquia. Reciclar não deveria ser a primeira opção quando é possível evitar a geração do resíduo ou prolongar a vida do produto.

Quando se chega na fase de reciclar, ou seja, transformar um produto inservível em matéria prima secundária para o mesmo produto ou outros, temos que pensar se não estamos carregando contaminantes, mesmo que de forma involuntária, para o novo produto.

É sobre isto que vamos falar neste post. O alerta apareceu em um trabalho científico (HANSEL et al., 2026) sobre substâncias tóxicas em resíduos sólidos brasileiros e o risco de contaminação de produtos novos, fabricados a partir da reciclagem desses resíduos contaminados.

 

1.1   Migração de contaminantes

Dentre os quatro tipos de resíduos pesquisados: resíduos de construção e demolição, veículos em fim de vida útil (especialmente espuma e tecidos), móveis estofados inservíveis e itens de cuidados infantis (bicos de mamadeira usados, cadeirinha de bebê, chupeta, mordedor) (HANSEL et al., 2026).

Um alerta semelhante foi feito em um artigo do Canadá (CHIBWE et al., 2023) sobre a presença de produtos químicos e metais em plásticos reciclados. O estudo aponta contaminação abaixo dos limites estabelecidos pela União Europeia, mas destaca a necessidade de uma triagem adicional de produtos fabricados a partir de plásticos reciclados para documentar a presença de substâncias químicas potencialmente perigosas.

Na figura 1, temos grânulos (pellets) de plásticos fabricados a partir de resíduos sólidos de plástico.


Figura 1 – Pellets de plástico reciclado.


1.2   Quais são os riscos?

Segundo Hansel et al. (2026) seria importante que o Brasil adotasse um limite máximo de concentração para ésteres organofosforados clorados - Chlorinated Organophosphate Esters CI -OPEs em polímeros reciclados, como o definido na legislação da União Europeia (1.000mg/Kg).

Sem um limite estabelecido fica difícil criar um instrumento regulatório para identificar e desviar os resíduos com concentrações superiores de contaminantes dos fluxos de reciclagem convencionais.

Os riscos estão relacionados tanto à exposição ocupacional dos trabalhadores em instalações de desmontagem, especialmente de veículos em fim de vida útil, que apresentaram as maiores concentrações de contaminantes no estudo de Hansel et al. (2026), quanto à possibilidade de os Cl-OPEs migrarem dos produtos tratados para o ambiente.

Esses compostos são comumente encontrados em escritórios e residências, podendo ser inalados ou ingeridos, principalmente por crianças que manuseiam, brincam ou mordem brinquedos e acessórios plásticos. Veja a Figura 2 – Criança, brincando com o mordedor de plástico.


Figura 2 – Criança, brincando com o mordedor de plástico.


Conclusão

A partir da divulgação de artigos científicos sobre os cuidados necessários com a reciclagem e, posteriormente, pela mídia, das medidas que vêm sendo adotadas no mundo para evitar a migração de substâncias tóxicas para os produtos reciclados, é possível avançarmos para uma maior segurança no uso de produtos fabricados a partir de matéria-prima secundária, sem o receio de trazer um problema para dentro de casa.

O Brasil precisa estabelecer limites seguros para substâncias tóxicas presentes em polímeros reciclados, como ésteres organofosforados clorados - Chlorinated Organophosphate Esters (Cl-OPEs), a exemplo do que ocorre na União Europeia, onde a legislação estabelece uma concentração máxima de 1.000 mg/kg (HANSEL et al., 2026), ou ser ainda mais restritivo, dependendo da aplicação dos produtos novos.

Mais do que uma questão técnica ou industrial, esse é um tema que merece a atenção de toda a sociedade. Afinal, quando um material reciclado retorna à nossa casa na forma de um brinquedo, utensílio, embalagem ou outro produto de uso cotidiano, é razoável esperar que ele seja seguro.

A busca por uma economia mais circular precisa caminhar lado a lado com um controle efetivo dos materiais reciclados, para que aquilo que fazemos hoje em benefício do meio ambiente não traga, amanhã, riscos que poderiam ter sido evitados.

 

Referências:

Chibwe et al., 2023 - Target and Nontarget Screening of Organic Chemicals and Metals in Recycled Plastic Materials. Environ Sci Technol. 2023 Feb 28;57(8):3380-3390. doi: 10.1021/acs.est.2c07254. Epub 2023 Feb 14. PMID: 36787488; PMCID: PMC9979653. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9979653/. Acesso em 28 de setembro de 2026.

Hansel et al., 2026 - Chlorinated organophosphate esters in Brazilian solid waste: concentrations, national load estimates, and regulatory implications for a circular economy, Environmental Pollution, Volume 399, 2026, 128229, ISSN 0269-7491, https://doi.org/10.1016/j.envpol.2026.128229. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0269749126005993. Acesso em 26 de setembro de 2026.



 

domingo, 20 de setembro de 2026

Panela de Pressão Pode Explodir? Saiba Como Evitar Acidentes

 


1. Panela de Pressão: Cuidados simples que previnem acidentes

A mãe foi trabalhar, e o neto ficou fazendo a lição de casa na cozinha, perto da avó, que preparava o almoço, cozinhando o feijão na panela de pressão. Não há nada com que se preocupar, desde que pequenos cuidados sejam seguidos antes, durante e depois do uso da panela de pressão.

Neste post, trazemos um infográfico com esses cuidados. Em seguida, apresentamos links de reportagens curtas sobre como utilizar a panela de pressão com segurança e, para finalizar, deixamos um recado para não negligenciarmos os cuidados, mesmo em tarefas simples do cotidiano.

 

1.1   Panela de Pressão: Segurança começa com informação

Para facilitar a leitura, reunimos, em um infográfico (Figura 1), elaborado com auxílio de inteligência artificial, os cuidados no uso da panela de pressão, a partir de informações buscadas em fontes confiáveis. São apresentados dois casos reais de acidentes com panela de pressão e o que poderia ter sido feito de diferente para que esses acidentes fossem evitados.



Figura 1 – Infográfico - Panela de Pressão: Segurança começa com informação.


1.2 Orientações de especialistas

A palavra escrita tem o poder de registrar rotinas e procedimentos que podem ser facilmente revisitados. Porém, quando assistimos a reportagens com especialistas explicando ações simples, como o uso seguro de uma panela de pressão, essas imagens ficam mais nítidas em nossa memória e servem de alerta para consultarmos o manual do fabricante e seguirmos as orientações.

A seguir, apresentamos dois links de reportagens muito explicativas sobre este tema:

- Bombeiros dão dicas de como usar corretamente a panela de pressão e evitar acidentes. Fonte: G1, 2026.

- Como Usar a panela de pressão do jeito certo. Fonte: TV Câmara Rio, 2025.

 

Conclusão

É importante alertar pais, filhos, irmãos e amigos sobre os riscos escondidos no nosso cotidiano.

Pequenas distrações ou descuidos em tarefas rotineiras podem trazer consequências leves ou até graves, inclusive por falhas ou problemas em acessórios e equipamentos domésticos, como uma panela de pressão.

Fique atento e tenha uma visão crítica das rotinas em seu ambiente e na casa de parentes e amigos. Muitas vezes, um simples cuidado pode fazer a diferença e evitar um acidente.

A segurança de quem amamos também depende da nossa atenção. Observe, previna-se e não deixe para depois um cuidado que pode evitar um acidente.

Família, faça a coisa certa!

 

Referências:

Câmara Municipal do Rio de Janeiro - Como Usar a panela de pressão do jeito certo, 2025. Disponível em: https://www.youtube.com/shorts/Z-YZ3oBxb0Y. Acesso em 20 de setembro de 2026.

Corpo de Bombeiros Militar do Pará – Perigos com a panela de pressão. Disponível em: https://www.bombeiros.pa.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/panela-de-press%C3%A3o-.pdf. Acesso em 20 de setembro de 2026.

Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) - prevenção de acidentes com panela de pressão. Disponível em https://www.cbm.se.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/004-COMO-PREVENIR-ACIDENTES-AO-UTILIZAR-PANELA-DE-PRESS%C3%83O.mp4. Acesso em 20 de setembro de 2026.

G1 - Bombeiros dão dicas de como usar corretamente a panela de pressão e evitar acidentes, 2026. Disponível em:  https://g1.globo.com/es/espirito-santo/videos-estv-1-edicao/video/bombeiros-dao-dicas-de-como-usar-corretamente-a-panela-de-pressao-e-evitar-acidentes-14934855.ghtml. Acesso em 19 de setembro de 2026.

Inmetro – Quais as principais mudanças para panelas de pressão estabelecidas com o aperfeiçoamento da regulamentação? 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inmetro/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/avaliacao-da-conformidade/panelas-metalicas/quais-as-principais-mudancas-com-a-publicacao-das-portarias-inmetro-n-4192012-n-3982012-e-n-212016-para-panelas-de-pressao . Acesso em 20 de setembro de 2026.


domingo, 23 de agosto de 2026

Horta Comunitária: Sustentabilidade e Economia para as famílias

 



1. Horta Comunitária: Bom para as famílias e para o Meio Ambiente

Poder produzir alimentos perto de casa, aí mesmo no seu bairro, sabendo que não há utilização de agrotóxicos, com controle biológico de possíveis pragas e utilização de mão de obra dos próprios moradores. Isto é realmente muito empolgante.

Apresentaremos alguns casos dessas iniciativas abordados em reportagens para compartilhar as experiências daqueles projetos que já estão dando frutos.

Vamos falar sobre 10 vantagens econômicas para as famílias e 10 vantagens para o meio ambiente com a implementação de uma horta comunitária perto de você.

Para finalizar, deixaremos uma mensagem sobre como podemos criar um processo de sinergia, fortalecer as ideias que surgem e transformá-las em verdadeiros casos de sucesso para você e para as pessoas do seu bairro.

  

1.1   Projetos dando frutos

Apresentamos alguns casos de sucesso de hortas comunitárias em várias regiões do país. Caso queira conhecer mais detalhadamente algum local específico, é só clicar no link do título de interesse.


Horta Comunitária Vila Pinho — Belo Horizonte (MG)

É um excelente exemplo de horta que passou da produção para a geração de renda. Agricultores cultivam hortaliças, plantas medicinais, temperos e ervas, além de produzirem itens processados. A iniciativa também desenvolveu uma CSA — Comunidade que Sustenta a Agricultura, na qual consumidores contribuem mensalmente e recebem cestas de produtos (PBH, 2025).


Horta Comunitária do Barreto – Macaé (RJ)

A Horta Comunitária do Barreto é um projeto comunitário que combina produção de alimentos, ações sociais, educação e atividades voltadas ao fortalecimento da comunidade. Além da horta em si, o espaço tornou-se um ponto de encontro para iniciativas de saúde, esporte, capacitação e cultura (BARRETO SOCIAL, 2016).


Hortas Comunitárias Agroflorestais — Porto Alegre (RS)

É um exemplo muito atual. Em agosto de 2026, o projeto completou dois anos com 72 espaços implantados nas 17 regiões da cidade. O objetivo inclui estimular a produção orgânica, segurança alimentar e consciência ambiental, utilizando princípios da agroecologia (PORTO ALEGRE, 2026).


Horta Comunitária Família de Maria — Curitiba (PR)

É um exemplo recente de transformação de área ociosa em espaço produtivo. Inaugurada em fevereiro de 2026, possui aproximadamente 1.000 m² e 65 canteiros, além de pomar, árvores nativas, compostagem de resíduos orgânicos e colmeia de abelhas nativas sem ferrão. A iniciativa beneficia diretamente famílias da região (CURITIBA, 2026).


Horta na Laje — Paraisópolis, São Paulo (SP)

Um exemplo particularmente interessante para comunidades com pouco espaço disponível. A iniciativa começou aproveitando o espaço no topo de um prédio da União dos Moradores e Comércio de Paraisópolis. A experiência posteriormente se multiplicou em outros pontos da comunidade (VEJA - SP, 2026).

 

1.2 Dez benefícios para as famílias e dez benefícios para o meio ambiente

Foram pesquisadas, em fontes confiáveis, informações sobre os principais benefícios proporcionados pela implantação de uma horta comunitária. Os resultados foram analisados e sintetizados em duas dimensões de grande importância para as famílias e para a comunidade: os benefícios econômicos, relacionados à redução de despesas, geração de renda e acesso a alimentos, e os benefícios ambientais, relacionados ao aproveitamento de espaços, conservação do solo e da água, biodiversidade e sustentabilidade.

Essas vantagens estão resumidas e apresentadas na Tabela 1, permitindo visualizar de forma clara como uma horta comunitária pode contribuir simultaneamente para a economia das famílias e para a preservação do meio ambiente.

Vantagens das hortas comunitárias

Benefícios

🥬1. Redução dos gastos com alimentos

(FAO, 2012)

Famílias:

Parte das hortaliças pode ser produzida pela própria comunidade, reduzindo a necessidade de comprá-las.

 

Meio Ambiente:

Produção próxima ao consumidor pode reduzir etapas de transporte e distribuição.

💰2. Possibilidade de geração de renda

(PBH, 2025)

Famílias:

O excedente produzido pode ser vendido, criando uma fonte complementar de renda para as famílias.

 

Meio Ambiente:

Fortalece a produção e o consumo local, reduzindo a dependência de cadeias de abastecimento mais longas.

🥗 3. Acesso a alimentos frescos

(FAO, 2026)

Famílias:

Pode melhorar a qualidade da alimentação sem necessariamente aumentar os gastos familiares.

 

Meio Ambiente:

A produção local reduz a distância entre o cultivo e o consumo.

♻️4. Aproveitamento
de resíduos orgânicos

(FGV, 2022)

Famílias:

A produção de composto pode reduzir a necessidade de comprar determinados fertilizantes e adubos.

 

Meio Ambiente:

A compostagem permite reaproveitar resíduos orgânicos e devolver nutrientes ao solo.

🌱5. Uso produtivo de terrenos ociosos

(CURITIBA, 2026)

Famílias:

Uma área sem utilização passa a produzir alimentos e pode gerar renda para a comunidade.

 

Meio Ambiente:

Áreas verdes ajudam a melhorar o ambiente urbano e podem contribuir para a sustentabilidade das cidades.

🚚 6. Redução de custos de transporte

(FAO, 2026)

Famílias:

A proximidade entre produção e consumidores pode diminuir custos relacionados ao transporte e à conservação de produtos perecíveis.

 

Meio Ambiente:

Menores distâncias de transporte podem contribuir para sistemas alimentares mais sustentáveis.

💧 7. Uso mais consciente da água

(FGV, 2022)

Famílias:

Técnicas adequadas de irrigação podem evitar desperdícios e reduzir custos de produção.

 

Meio Ambiente:

O manejo sustentável da água é um dos objetivos da agricultura urbana e periurbana.

🐝 8. Estímulo à biodiversidade

(PORTO ALEGRE, 2026)

Famílias:

Uma horta diversificada pode favorecer a produção natural e reduzir a dependência de determinados insumos.

 

Meio Ambiente:

Plantas variadas oferecem abrigo e alimento para polinizadores e outros organismos, contribuindo para a biodiversidade urbana.

🌍9.  Conservação do solo

(MDS, 2026).

Famílias:

Um solo bem manejado pode manter sua capacidade produtiva por mais tempo, reduzindo gastos com recuperação.

 

Meio Ambiente:

Práticas agroecológicas ajudam na conservação do solo e na redução da degradação ambiental

🤝 10. Cooperação e desenvolvimento local

(CURITIBA, 2026)

Famílias:

A organização coletiva pode compartilhar ferramentas, conhecimentos, mão de obra e custos, além de criar oportunidades de renda.

 

Meio Ambiente:

A participação comunitária favorece iniciativas locais de produção sustentável e educação ambiental.

Tabela 1 – Vantagens das hortas comunitárias

 

Conclusão

As hortas comunitárias mostram que é possível unir economia, segurança alimentar, qualidade de vida e preservação do meio ambiente. Os exemplos apresentados demonstram que, quando a comunidade se une, pequenas áreas podem se transformar em espaços produtivos, sustentáveis e capazes de gerar benefícios para muitas famílias. Quem sabe uma dessas iniciativas não esteja perto de você? Conheça, participe e ajude a transformar sua comunidade.

 

Referências:

Barreto Social - Projeto Social e Horta Comunitária do Barreto, Macaé – RJ, 2016. Disponível em: https://barretosocial.webnode.page/. Acesso em 23 de agosto de 2026.

Curitiba - Segurança Alimentar - Horta Comunitária Família de Maria transforma área ociosa na CIC e beneficia famílias da região, 2026. Disponível em: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/horta-comunitaria-familia-de-maria-transforma-area-ociosa-na-cic-e-beneficia-familias-da-regiao/81712. Acesso em 23 de agosto de 2026.

Food and Agriculture Organization (FAO) – Criar Cidades mais verdes, 2012. Disponível em: https://www.fao.org/4/i1610p/i1610p00.pdf . Acesso em 22 de agosto de 2026.

Food and Agriculture Organization (FAO) – Urban and peri-urban agriculture, 2026. Disponível em: https://www.fao.org/urban-peri-urban-agriculture/about/en. Acesso em 23 de agosto de 2026.

Fundação Getúlio Vargas (FGV) - Agendas municipais de agricultura urbana e periurbana: um guia para inserir a agricultura nos processos de planejamento urbano, 2022. Disponível em: https://eaesp.fgv.br/sites/default/files/uploads/FGVces/PROJETOS/Agendas%20municipais%20de%20agricultura%20urbana%20e%20periurbana/fgvces-agendas_municipais_de_agricultura_urbana_e_periurbana.pdf . Acesso em 23 de agosto de 2026.

Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) - Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/acesso-a-alimentos-e-a-agua/programa-nacional-de-agricultura-urbana-e-periurbana/saiba-mais. Acesso em 23 de agosto de 2026.

Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) - Mulheres são maioria na agricultura urbana em Belo Horizonte, 2025. Disponível em: https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/mulheres-sao-maioria-na-agricultura-urbana-em-belo-horizonte. Acesso em 23 de agosto de 2026.

Veja – SP - Verde no concreto: hortas comunitárias recebem incentivo da prefeitura, 2026. Disponível em: https://vejasp.abril.com.br/cidades/hortas-comunitarias-sp/. Acesso em 23 de agosto de 2026.

 


sábado, 15 de agosto de 2026

Amamentação: Amor que alimenta, cuidado que protege



1. Cuidados com a amamentação

A família feliz, com o bebê sendo amamentado. É uma cena que nos traz muita alegria, pois a amamentação oferece ao bebê uma alimentação ideal, capaz de atender às suas necessidades nutricionais durante os primeiros meses de vida, conforme as orientações do pediatra e o acompanhamento do desenvolvimento da criança.

Neste post, vamos destacar alguns cuidados importantes durante essa fase para evitar situações que possam representar riscos para o bebê. Afinal, quando falamos em segurança, a prevenção é sempre a melhor solução.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (2025) alerta para a diferença entre o engasgo provocado por líquidos, como o leite materno, e a obstrução das vias aéreas causada por alimentos, objetos ou outros corpos estranhos. Nos bebês, o engasgo com líquidos pode ser um reflexo natural de proteção das vias aéreas e não significa, necessariamente, que exista uma obstrução. Por isso, é importante conhecer essas diferenças e evitar procedimentos inadequados que possam agravar a situação.

Ainda neste post, vamos indicar instituições e fontes confiáveis onde os pais podem adquirir esse conhecimento, sem substituir o treinamento presencial ou a orientação dos profissionais de saúde. Estar informado e preparado aumenta a segurança e a tranquilidade da família diante de situações inesperadas.

Vamos falar sobre isto.

 

1.1   A prevenção é a melhor solução

Mais importante do que saber como agir depois que um acidente acontece é conhecer os riscos e adotar medidas para tentar evitá-los. Uma posição adequada durante a amamentação, atenção ao ambiente, supervisão do bebê e cuidados durante a introdução dos alimentos são atitudes simples que podem contribuir para uma rotina mais segura.

Na figura 1, apresentamos um infográfico sobre os cuidados durante a amamentação criado com o auxílio de IA (CHATGPT, 2026) a partir de fontes e instituições confiáveis.


Figura 1 – Segurança do bebê durante a amamentação.


1.1   Primeiros Socorros

Mesmo com todos os cuidados, porém, acidentes podem acontecer. Por isso, pais, familiares e cuidadores também devem buscar conhecimentos básicos de primeiros socorros e saber onde encontrar treinamento teórico e prático confiável para emergências envolvendo bebês e crianças.

Nem tudo é uma emergência, por isso é importante que os pais tenham a capacidade de identificar uma situação corriqueira de uma situação potencialmente grave. A Sociedade Brasileira de Pediatria destaca algumas situações possíveis:

- Bebê tosse e volta a respirar normalmente: a tosse é um mecanismo de proteção e deve ser respeitada.

- Bebê apresenta dificuldade persistente para respirar, chiado ou desconforto: precisa de avaliação médica.

- Bebê não consegue respirar/tossir adequadamente e apresenta sinais de obstrução: trata-se de uma emergência, que exige conduta específica para a idade.

- Bebê perde a consciência: é necessário acionar imediatamente o serviço de emergência e iniciar as medidas de reanimação apropriadas.

A Cruz Vermelha Brasileira (2026) realiza diversos treinamentos de primeiros socorros divididos em módulos, que podem ser realizados em empresas, escolas condomínios, ou mesmo nas instalações da cruz Vermelha.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC (2023) possui um curso específico de Primeiros Socorros em Bebês e Crianças, onde capacita os participantes a reconhecer e responder adequadamente a situações de emergências envolvendo crianças e bebês.

 

Telefones Úteis:

Bombeiros: Emergências, ligue 193.

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) – Emergências, ligue 192.

 

Conclusão

A amamentação é um momento de carinho, vínculo e nutrição, que merece ser vivido com tranquilidade e segurança. Conhecer os cuidados básicos durante essa fase ajuda os pais a reconhecer possíveis situações de risco e, principalmente, a preveni-las.

Pequenos episódios de engasgo ou desconforto podem acontecer e nem sempre significam uma obstrução das vias aéreas. Por isso, informação e atenção são fundamentais para que os pais saibam diferenciar uma situação passageira de uma verdadeira emergência e procurem ajuda quando necessário.

Pais bem-informados e preparados se sentem mais seguros para cuidar de seus filhos. Buscar orientação de profissionais qualificados e realizar treinamento de primeiros socorros são atitudes que aumentam a confiança e podem fazer a diferença diante de uma situação inesperada.

Informação previne. Preparo protege. E tranquilidade também faz parte do cuidado.

 

 Referências:

Cruz Vermelha Brasileira – Curso de Primeiros Socorros – 2026. Disponível em: https://cruzvermelha.org.br/pb/campanhas/primeiros-socorros/. Acesso em 15 de agosto de 2026.

Ministério da Saúde – Amamentação – 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aleitamento-materno. Acesso em 15 de agosto de 2026.

Organização Mundial da Saúde – Amamentação – 2026. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/breastfeeding. Acesso em 15 de agosto de 2026.

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC - Primeiros Socorros em Bebês e Crianças - 2023. Disponível em https://ms.senac.br/Curso/Detalhe/102815. Acesso em 15 de agosto de 2026.

Sociedade Brasileira de Pediatria - SBP alerta para erros em orientações de primeiros socorros em casos de engasgo infantil – 2025. Disponível em: https://www.sbp.com.br/sbp-alerta-para-erros-em-orientacoes-de-primeiros-socorros-em-casos-de-engasgo-infantil-2/. Acesso em 15 de agosto de 2026.

UNICEF – Brasil - Aleitamento materno – 2026. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/aleitamento-materno. Acesso em 15 de agosto de 2026.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

Reciclar é bom. Mas o que pode estar indo junto para o novo produto?

1. Cuidados com a Reciclagem Vamos pensar nos 3R - formulação clássica de uma sequência lógica, simples e fácil de lembrar, quando se fala e...