Seguidores

quarta-feira, 27 de março de 2024

Pequenos Reparos

  

Sustentabilidade

 

Reparar, economizar e assim evitar o descarte desnecessário

 

Pequenos reparos podem ser considerados como soluções para os defeitos que surgem nos seus eletrodomésticos e acessórios em casa e que podem ser resolvidos por você mesmo ou por uma assistência técnica autorizada, sem representar um custo significativo em comparação com a compra de um equipamento novo.

 

Ao avaliar o custo-benefício de reparar algo, é importante considerar não apenas o preço do equipamento novo, mas também a utilidade que o bem tinha para você até o momento em que apresentou defeito. Além disso, deve-se observar a possibilidade de prolongar a vida útil do aparelho, economizar recursos e contribuir para a preservação do meio ambiente, evitando um descarte desnecessário.

 

Dessa forma, ao optar por realizar pequenos reparos, você não apenas economiza dinheiro, mas também promove uma prática mais sustentável e responsável em relação ao consumo e à manutenção dos seus equipamentos domésticos.


Na figura 1, são apresentados alguns casos reais já resolvidos e em processo de solução de equipamentos e acessórios próprios. Serão detalhados caso a caso:

 

1.  Forninho elétrico – Apresentou problema no timer. Um forno muito útil que depois de alguns anos de uso, apresentou falha no timer. Com apenas a substituição deste componente, voltou a funcionar novamente e muitos anos já se passaram em perfeito funcionamento. Neste caso, a peça não custou mais do que 10% do aparelho novo. A troca foi realizada em casa mesmo sem necessidade de contratação do serviço.

2. Fritadeira elétrica (Air Fryer) – A fritadeira seminova teve uma queda, com a quebra da sua alça puxadora. Houve uma dificuldade para compra de outra alça devido ao fabricante não ser muito tradicional na área, felizmente foi possível fazer o reparo da alça com novos parafusos, continuando com seu funcionamento normal, sem custo.

3. Aspirador de pó – Mau contado no cabo de alimentação. Retirada a parte danificada e refeita a ligação do cabo, sem custo.

4. TV de LED 4K de 50” – Apresentou defeito logo após um ano de uso, com a garantia já vencida. Perguntado para colegas em redes sociais, sobre onde reparar, alguns brincaram: “compra uma nova”. A questão não era essa, descartar um TV praticamente nova não era uma opção ecologicamente, nem economicamente aceitável. Passado mais alguns meses com esta TV com defeito na imagem, entramos em contato com o fabricante, explicamos o ocorrido, enviamos a foto da tela com o defeito e a foto da placa de identificação da TV, então nos deram a opção de fornecimento de um “voucher” de R$ 1.000,00 para ajudar na compra de uma nova ou enviar um técnico para a manutenção na residência, sem custo. Escolhemos a segunda opção. Foi trocada a tela de LED por uma nova, em menos de 15 minutos. Já se passaram alguns meses em perfeito funcionamento. Provavelmente, este modelo deve ter sido alvo de algum tipo de recall.

5. Ventilador de mesa – Apresentou um ruído durante o funcionamento, e na vez seguinte que foi ser ligado estava travado. Até este evento ocorrer era um excelente ventilador. Verificado no YouTube, como um caso típico de defeito em buchas ou rolamentos. Será levado para a assistência técnica.

6. Cadeira de escritório – Começou a descer sozinha. Falha no cilindro a gás. Identificada a peça original no mercado por um valor inferior a R$ 70,00. Aguardando a chegada da peça para substituição.


Figura 1 – Pequenos reparos domésticos


Para finalizar, gostaríamos de lembrar que para manter a filosofia de "Faça a coisa certa", é essencial ter consciência ambiental tanto durante o consumo quanto no pós-consumo. Prolongar a vida útil de um produto, desde que atenda às suas necessidades, contribui para a redução da geração de resíduos e para economizar dinheiro que pode ser utilizado em outras atividades familiares, como passeios, viagens, restaurantes e outras formas de entretenimento. No entanto, se o produto não atende mais às suas necessidades, é importante buscar orientação do fabricante ou da prefeitura da sua cidade para realizar o descarte de forma adequada.




sexta-feira, 22 de março de 2024

Choque elétrico

 

Prevenção de acidentes por choque elétrico

 


Existem muitas situações que parecem improváveis para a ocorrência de acidentes, como aquelas que aparecem em filmes que a morte fica perseguindo adolescentes e eles preveem o que vai ocorrer logo em seguida e de alguma forma tentam se livrar daquela situação. Existem também casos mais óbvios que podem ser facilmente evitáveis. Vamos nos concentrar nos mais óbvios.

 

Podemos identificar diversas formas de sofrer choque elétrico em nossa vida cotidiana dentro e fora de casa. Manteremos o foco, no ambiente doméstico e público, pois no trabalho, as empresas já têm profissionais da área de segurança e equipes treinadas para prevenção ao choque elétrico. Na figura 1 apresentamos uma possível consequência do choque elétrico. Pessoas já foram eletrocutadas em locais públicos ou privados por falhas de instalação ou manutenção das instalações elétricas.



Figura 1 – Choque elétrico, pode ter graves consequências. Autoria própria.


Algumas situações de vulnerabilidades, tanto na parte física de instalações, quanto de comportamentos serão destacadas abaixo para a nossa reflexão de como seriam as nossas ações para minimizar a chance de que eventos de choques elétricos vem a causar ferimentos, queimaduras ou até mesmo a morte de familiares ou animais de estimação. Vulnerabilidades identificadas:

 

Na residência: 

- Instalações inadequadas de chuveiros elétricos.

-Tomadas sem proteção (casa com presença de crianças pequenas).

- Fios expostos, tomadas e interruptores com problemas.

- Instalações elétricas, sem proteção, sujeitas a chuva.

- Quadro de disjuntores mal projetado, ou sem manutenção.

- Cuidado com locais úmidos.

- Cuidado com piscinas.

- Eletrodomésticos com problemas na fiação, ou no plugue de tomada, ou sem aterramento.

- Cuidado ao furar paredes, sem saber se passa fios elétricos energizados.

- Observar a proximidade linhas elétricas públicas da janela ou varanda.

- Desligar a alimentação antes de mexer nas instalações elétricas.

- Não usar o celular enquanto estiver ligado à tomada pelo carregador.

- Cuidado ao utilizar varal de roupas de arame. Dê preferência a varais de nylon.

 

Na rua:

- Evitar se encostar em postes ou estruturas metálicas.

- Evitar encostar em balcões metálicos em lojas do comércio.

- Ficar atento a fios deixados no chão das calçadas, usados em carrinhos e barracas de vendedores ambulantes.

- Observar fios pendurados com pontas soltas próximos a postes.

- Atenção com os fios elétricos, equipamentos, corrimão e guarda-corpo nos locais de eventos provisórios.

- Não retirar pipas das crianças presos na fiação de postes.

 

Algumas reportagens sobre acidentes por choque elétrico que apareceram na mídia nos últimos anos:

Homem encosta em poste durante bloco em SP e morre eletrocutado.” Jornal Nacional – Rede Globo -07/02/2018.

“Jovem morre eletrocutado durante festival na Zona Oeste do Rio (teria encostado em um food truck energizado).” G1 – Globo – 10/03/2024.

“Porteiro morre em Ipanema, e vizinhos dizem que homem foi eletrocutado em poste.” G1 – Globo – 17/03/2024.

“Mulheres morrem vítimas de choque elétrico ao estenderem roupa no varal. Os dois acidentes aconteceram de forma parecida. As vítimas estavam estendendo roupas no varal quando levaram um choque.” Fala Brasil – Rede Record -07/01/2024.


Segundo o anuário da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), em 2022, 592 pessoas morreram no Brasil por choque elétrico, de um total de 853 acidentes (DE SOUZA, et al., 2023). Foram destacados os cinco principais locais dos acidentes fatais, apresentados na figura 2. Totalizam 507 casos, quase 86% das ocorrências fatais.


Figura 2 – Cinco locais principais de acidentes fatais por choque elétrico. Fonte: (DE SOUZA, et al., 2023)


Ainda segundo o referido anuário, houve 149 mortes por choque elétrico no ambiente doméstico, mais de 25% de todas as mortes registradas no Brasil em 2022, tendo como causa o choque elétrico. Esses dados, trazem luz a uma questão importante: Será que temos em casa a mesma intransigência aos desvios comportamentais e aos erros, que temos no ambiente de trabalho, ou será que estamos relaxando, nos acidentando e causando sofrimento àqueles que mais prezam por nós?

Na figura 3, são apresentadas as cinco principais causas de acidentes fatais, no ambiente doméstico no Brasil em 2022.


Figura 3 – Principais acidentes domésticos fatais por choque elétrico. Fonte: (DE SOUZA, et al., 2023)


O conhecimento adquirido nas empresas deve ser compartilhado com familiares, amigos e outras pessoas da sociedade. De que adianta termos um ambiente seguro no trabalho se, ao chegarmos em casa exaustos após um dia de trabalho, não percebemos os riscos iminentes e só queremos descansar? Na filosofia de "Fazer a coisa certa", não podemos ignorar as vulnerabilidades em casa. Devemos identificar o ponto do problema e resolvê-lo o mais rápido possível. Dessa forma, caminharemos em direção a um lar feliz e seguro.

 

 

Referências:

DE SOUZA, Danilo Ferreira; MARTINHO, Edson; MARTINHO, Meire Biudes; MARTINS JR. Walter Aguiar (Org.). ANUÁRIO ESTATÍSTICO DE ACIDENTES DE ORIGEM ELÉTRICA 2023 – Ano base 2022. Salto-SP: Abracopel, 2023. DOI: 10.29327/5194308




sexta-feira, 15 de março de 2024

A População e a Sustentabilidade

 

Sustentabilidade

 

Simbiose para reciclar

 

A população possui um papel relevante no desenvolvimento de um país mais sustentável. Com um melhor entendimento de suas responsabilidades, as práticas ambientalmente corretas tendem a ser adotadas por mais pessoas, a partir de um bom trabalho de comunicação dos governos, empresas, organizações não governamentais e pessoas interessadas em contribuir com a causa.

 

O comportamento do consumidor pode ser influenciado por benefícios concedidos por boas práticas, quanto pelas punições para ações em desacordo com a lei. Dar preferência ao reparo antes do descarte é uma das práticas ambientalmente acertadas. O consumidor pode ter comportamentos assertivos também independentemente de punições ou ganhos auferidos.

 

Isto ocorre quando há o desenvolvimento de uma consciência ambiental que proporciona atitudes que fortalecem a preservação do meio ambiente, tais como: a redução do uso de combustíveis fósseis, consumo de produtos locais, redução de consumo em geral, utilização do princípio dos 5Rs, entre outros.

 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei nº 12.305/2010), define a ordem de prioridade na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos em seu art. 9, (BRASIL, 2010) conforme apresentado na Figura 1.

   


Figura 1 – Priorização no gerenciamento de resíduos sólidos.

Fonte: Autoria própria. Baseado na lei 12.305/2010, Art.9 (BRASIL, 2010)

 

 As campanhas de esclarecimento e educação ambiental para a população, devem fazer parte do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) do município, conforme o art. 19 inciso X, da PNRS (Lei nº 12.305/2010). Esta lei se utiliza de alguns itens do princípio de sustentabilidade contidos nos 5R’s: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar, detalhados na Tabela 1.

  

Tabela 1 – Princípio dos 5Rs

5Rs

Detalhamento

Repensar

Propõe a ideia de pensar antes de consumir qualquer coisa, o consumo é realmente necessário? Pensar sobre todo ciclo do produto antes de chegar ao consumidor e depois até o seu descarte e fazer as melhores escolhas, que causem menos impacto ambiental.

Recusar

É melhor não gerar nenhum resíduo, se possível. Se a pessoa realmente não precisa de determinado produto é melhor não o comprar e assim evitar a geração de resíduos, tanto no processo de produção quanto no seu descarte futuro, evitando o consumo desnecessário de energia e outros recursos naturais. Recuse copos descartáveis, por exemplo. Leve sua garrafa ou copo próprio reutilizável.

Reduzir

Consumir apenas o necessário e com isso reduzir a geração de resíduos, optar por produtos de maior durabilidade, utilizar menos embalagens, se necessárias optar por reutilizáveis.

Reutilizar

A ideia é dar nova utilização àquilo que seria descartado, sem a necessidade de utilizar energia nessa transformação, sendo mais eficiente e ecológico, como por exemplo: reutilizar um copo de vidro de requeijão após o consumo.

Reciclar

É o último recurso a ser utilizado no pensamento trazido pelos 5 Rs. No processo de reciclagem se consome energia e recursos naturais, mas é preferível ao simples descarte, pois há o reaproveitamento dos materiais reciclados e se reduz o volume de resíduos encaminhados a aterros sanitários, restando apenas os rejeitos do processo de reciclagem.

Fonte: Adaptado de Akatu (2020)

 

Algumas iniciativas dos governos municipais podem contribuir para práticas sustentáveis, como o encaminhamento de recicláveis para pontos de entrega voluntária, com a retribuição de uma moeda verde para compra de alimentos, conforme apresentado na figura 2. Esta relação simbiótica permite uma relação ganha-ganha.

 

Figura 2 – Relação ganha-ganha entre governo e população

 

Com o foco no princípio “Faça a coisa certa”, devemos identificar se a nossa cidade possui coleta seletiva, ou não. Se há Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) para recicláveis. Muitas vezes o comércio varejista contribui com a disponibilização de PEVs para determinados recicláveis, como lâmpadas, pilhas, eletroeletrônicos, entre outros.

 

Referências:

AKATU - 5Rs da Sustentabilidade. 2020. Disponível em: Conheça os 5Rs da Sustentabilidade - Instituto Akatu. Acesso em: 15/03/2024.

 

BRASIL - Legislação Federal Relacionada à Lei 12.305/2010. 2010. Disponível em: Base Legislação da Presidência da República - Lei nº 12.305 de 02 de agosto de 2010 (presidencia.gov.br). Acesso em 15/03/2024.


segunda-feira, 11 de março de 2024

Prevenção de acidentes com as mãos

 

Acidentes domésticos – Cuidados com as mãos

 

A mão aberta pode significar pare, pense sobre isto. Faça uma reflexão sobre toda a utilidade das mãos e o que elas representam nas suas vidas. A habilidade de fazer coisas, produzir, escrever livros, desenvolver projetos, pintar quadros, criar pratos na culinária, ou peças no artesanato. 




No trabalho, os colaboradores ou empregados têm todo o cuidado para não sofrer acidentes, não impactar índices, não perder prêmios por conquistar metas de acidente zero, ou outros motivos. Algumas empresas não permitem mais atrelar resultados de acidentes a indicadores de prêmios, para evitar a subnotificação.

Ao chegar em casa, aquele mesmo trabalhador, que está sempre vigilante no trabalho, muda o seu comportamento, relaxa e não tem mais aquele olhar atento às possíveis causas de acidentes domésticos.

Antes de falar sobre os muitos tipos de acidentes que ocorrem com as mãos fora do trabalho, vamos relembrar a importância das mãos, apresentando trechos do “Monólogo das mãos” de Giuseppe Ghiaroni, tantas vezes interpretado pelo saudoso e excelente ator Lúcio Mauro.

 

Trechos de Monólogo das Mãos

de GIUSEPPE GHIARONI

 

“Para que servem as mãos? As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever...

....Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!......


.....As mãos fazem os salva-vidas e os canhões; os remédios e os venenos; os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.......


.....Os olhos dos cegos são as mãos......


......Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas. A mão aberta, acariciando, mostra a bondade; fechada e levantada mostra a força e o poder; empunha a espada, a pena e a cruz!


Modela os mármores e os bronzes; dá cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza. Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza; doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.


O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de fidelidade. O noivo para casar-se pede a mão de sua amada; Jesus abençoava com as mãos; as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.


Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar. Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.....

 

....Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino....”

 

Depois de refletirmos, com estes significativos e profundos versos de Giuseppe Ghiaroni, podemos assumir o nosso papel de multiplicador de ações seguras para identificar e reduzir os riscos no ambiente doméstico e assim preservar a integridade das nossas mãos e daqueles que convivem conosco.

Variedade de acidentes domésticos envolvendo as mãos:

- No uso de ferramentas (Martelar um dedo, cortar a mão ou dedo com uma faca ou lâmina de estilete, ou tesoura, ou com máquinas rotativas).

- Prensamento de dedos em gavetas, ou em portas, janelas de carro, ou da casa.

- Cortar dedos ao abrir latas de sardinha, atum ou outras.

- Queimaduras (ferro de passar roupa, panela quente, óleo quente respingado, castanha de caju assada, calda de açúcar quente, entre outros líquidos quentes).

- Quedas (normalmente as mãos são usadas para amortecer a queda).

- Lâminas de liquidificador, fatiador de legumes ou queijos, processador, mixer, entre outros.

- Espetos de churrasco.

 

Mantendo a filosofia de “Faça a coisa certa”, devemos ter cuidados especiais com as mãos, para tanto, é preciso não menosprezar os riscos presentes no ambiente doméstico e prestar atenção naquelas tarefas rotineiras, que podem resultar em um dano, muitas vezes irreversível nos dedos e mãos. Observe o ambiente, converse com familiares, evite facas com a ponta para cima no escorredor de talheres, atenção com piso molhado, proteja a si mesmo, as crianças e os idosos.


 


quarta-feira, 6 de março de 2024

Manutenção é uma boa escolha?


 Sustentabilidade

 

Comprar novo, consertar ou descartar?

 

Quando se pensa em comprar algo novo, normalmente vem uma sensação de prazer para as pessoas. Entretanto, nem sempre é necessário substituir aquele bem, que pode ter um substituto no mercado com mais recursos ou pensar em substituir aquele aparelho que apresentou algum defeito. No caso de defeito, tem-se a opção de buscar oficinas que executem a manutenção, ou dependendo do equipamento e do defeito, fazer por conta própria, desde que tenha conhecimento na área.

No passado, no Brasil, não era incomum os televisores de tubo, durarem dez, quinze anos ou mais. Atualmente, não é incomum TVs com alta tecnologia tais como: LED, LCD, QLED, OLED e NanoCell durarem bem menos. Como pode ser isso? Se a tecnologia é mais avançada seria para durar mais, sem manutenção? Este tipo de situação é de certa forma incoerente, mas acontece.

Existem dois tipos principais de obsolescência: a programada e a psicológica.

·     A obsolescência programada é aquela que ocorre depois de um determinado tempo de uso, e o equipamento passa a apresentar um mau funcionamento, como se o defeito fosse programado, forçando o reparo ou a sua substituição.

·     Já a obsolescência psicológica, está relacionada à ideia de que aquele equipamento não serve mais, devido ao consumidor ter identificado um outro, com mais recursos tecnológicos, ou outros atrativos, apesar de o atual estar em perfeito funcionamento.

Um trabalho bem detalhado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC, 2013), demonstra a percepção dos brasileiros em relação ao ciclo de vida de eletroeletrônicos. Apesar de os dados serem um pouco antigos, trazem informações relevantes sobre as percepções e hábitos dos consumidores brasileiros com relação à aquisição, uso e descarte de equipamentos eletrônicos. O texto menciona a Lei 12.305 de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (BRASIL, 2010). A figura 1 apresenta o ciclo de logística reversa de eletroeletrônicos.




Figura 1 – Ciclo de logística reversa de eletroeletrônicos. Fonte: (SINIR, 2021).


Seguindo o princípio, “Faça a coisa certa”, você deve avaliar qual opção trará mais benefícios para você e para o meio ambiente. Usando a figura 2, como referência para tomada de decisão, pode-se observar algumas vantagens e desvantagens em cada opção escolhida. Deve-se ter em mente, a sua condição financeira atual, a sua consciência ambiental e o custo-benefício da sua escolha.

Caso a sua escolha resulte em descarte do aparelho usado, é importante consultar o fabricante ou a prefeitura da sua cidade para fazer o descarte ambientalmente correto, pois o lixo eletrônico pode conter elementos tóxicos. Existem duas gestoras para resíduos de equipamentos eletroeletrônicos e de seus componentes, que podem indicar locais de descarte, em sua cidade ou região. São elas: Abree (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos), (ABREE, 2024) e Green Eletron (Gestora para Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos Nacional), (GREEN ELETRON, 2024).

 



Figura 2 – Vantagens e desvantagens na substituição de aparelhos. Fonte: Autoria própria.

 

Para se ter uma ideia da importância dada à preservação do direito do consumidor, de fazer o reparo de um equipamento eletroeletrônico, temos uma reportagem recente sobre um acordo estabelecido entre o Parlamento Europeu, e representantes da União Europeia para a criação da “lei do reparo”.

Há uma estimativa, de que os europeus gerem 35 milhões de toneladas de resíduos devido a não conseguirem reparar seus eletroeletrônicos e serem obrigados a substituí-los por aparelhos novos.

Por meio deste acordo, é possível promover a sustentabilidade, pois os fabricantes serão obrigados a fornecer peças de reposição, sem limitar sua disponibilidade. Segundo a matéria (AMAZÔNIA, 2024):

“Ao apresentar a proposta original, a Comissão Europeia declarou que a medida permitiria economizar cerca de 18 milhões de toneladas de carbono ao longo de 15 anos, gerando economias de até 176 bilhões de euros (R$ 941 bilhões) para os consumidores.

 

A visão de que sempre o novo é melhor, parece um pouco prejudicada se formos pensar nos custos envolvidos, tanto financeiro, quanto ambiental. A manutenção proporciona economia de recursos na vida das famílias e das empresas e redução na geração de lixo. Com a economia gerada pode-se optar por uma viagem na vida familiar ou aumentar a participação dos lucros na empresa. Todos ganham, com ações simples e pensamento sistêmico.

 

 Referências:

ABREE - Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos, 2024. Disponível em: ABREE - Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos. Acesso em 06/03/2024.

AMAZÔNIA – Revista Amazônia, 2024 – Disponível em: https://revistaamazonia.com.br/sustentabilidade-direito-ao-reparo-dos-produtos-para-consumidores-da-ue/. Acesso em 06/03/2024.

BRASIL - Decreto nº 10.936, de 12 de janeiro de 2022. Regulamenta a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2022/decreto-10936-12-janeiro-2022-792233-norma-pe.html. Acesso em 06/03/2024.

GREEN ELETRON - Gestora para Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos Nacional. Disponível em: https://greeneletron.org.br/. Acesso em 06/03/2024.

IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, 2013. Disponível em: https://www.idec.org.br/uploads/testes_pesquisas/pdfs/market_analysis.pdf. Acesso em 05/03/2024.

SINIR - Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, 2021. Disponível em: https://sinir.gov.br/perfis/logistica-reversa/logistica-reversa/eletroeletronicos/. Acesso em 05/03/2024.

 


 


Cruzeiro em Família: O que pode dar errado?

  1. Cruzeiros Seguros Viajar de cruzeiro em família é uma experiência divertida, relaxante e, muitas vezes, inesquecível. Para que crianç...