Sustentabilidade
Reparar, economizar e assim evitar o descarte desnecessário
Pequenos reparos podem ser considerados como soluções para os defeitos que surgem nos seus eletrodomésticos e acessórios em casa e que podem ser resolvidos por você mesmo ou por uma assistência técnica autorizada, sem representar um custo significativo em comparação com a compra de um equipamento novo.
Ao avaliar o custo-benefício de reparar algo, é importante considerar não apenas o preço do equipamento novo, mas também a utilidade que o bem tinha para você até o momento em que apresentou defeito. Além disso, deve-se observar a possibilidade de prolongar a vida útil do aparelho, economizar recursos e contribuir para a preservação do meio ambiente, evitando um descarte desnecessário.
Dessa forma, ao optar por realizar pequenos reparos, você não apenas economiza dinheiro, mas também promove uma prática mais sustentável e responsável em relação ao consumo e à manutenção dos seus equipamentos domésticos.
Na figura 1, são apresentados alguns casos reais já resolvidos e em processo de solução de equipamentos e acessórios próprios. Serão detalhados caso a caso:
1. Forninho elétrico – Apresentou problema no timer. Um forno muito útil que depois de alguns anos de uso, apresentou falha no timer. Com apenas a substituição deste componente, voltou a funcionar novamente e muitos anos já se passaram em perfeito funcionamento. Neste caso, a peça não custou mais do que 10% do aparelho novo. A troca foi realizada em casa mesmo sem necessidade de contratação do serviço.
2. Fritadeira elétrica (Air Fryer) – A fritadeira seminova teve uma queda, com a quebra da sua alça puxadora. Houve uma dificuldade para compra de outra alça devido ao fabricante não ser muito tradicional na área, felizmente foi possível fazer o reparo da alça com novos parafusos, continuando com seu funcionamento normal, sem custo.
3. Aspirador de pó – Mau contado no cabo de alimentação. Retirada a parte danificada e refeita a ligação do cabo, sem custo.
4. TV de LED 4K de 50” – Apresentou defeito logo após um ano de uso, com a garantia já vencida. Perguntado para colegas em redes sociais, sobre onde reparar, alguns brincaram: “compra uma nova”. A questão não era essa, descartar um TV praticamente nova não era uma opção ecologicamente, nem economicamente aceitável. Passado mais alguns meses com esta TV com defeito na imagem, entramos em contato com o fabricante, explicamos o ocorrido, enviamos a foto da tela com o defeito e a foto da placa de identificação da TV, então nos deram a opção de fornecimento de um “voucher” de R$ 1.000,00 para ajudar na compra de uma nova ou enviar um técnico para a manutenção na residência, sem custo. Escolhemos a segunda opção. Foi trocada a tela de LED por uma nova, em menos de 15 minutos. Já se passaram alguns meses em perfeito funcionamento. Provavelmente, este modelo deve ter sido alvo de algum tipo de recall.
5. Ventilador de mesa – Apresentou um ruído durante o funcionamento, e na vez seguinte que foi ser ligado estava travado. Até este evento ocorrer era um excelente ventilador. Verificado no YouTube, como um caso típico de defeito em buchas ou rolamentos. Será levado para a assistência técnica.
6. Cadeira de escritório – Começou a descer sozinha. Falha no cilindro a gás. Identificada a peça original no mercado por um valor inferior a R$ 70,00. Aguardando a chegada da peça para substituição.
Para finalizar, gostaríamos de lembrar que para manter a filosofia de "Faça a coisa certa", é essencial ter consciência ambiental tanto durante o consumo quanto no pós-consumo. Prolongar a vida útil de um produto, desde que atenda às suas necessidades, contribui para a redução da geração de resíduos e para economizar dinheiro que pode ser utilizado em outras atividades familiares, como passeios, viagens, restaurantes e outras formas de entretenimento. No entanto, se o produto não atende mais às suas necessidades, é importante buscar orientação do fabricante ou da prefeitura da sua cidade para realizar o descarte de forma adequada.







